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De “patêgos” e “saltins”: itinerância, fronteira e comunidade no circo (pdf)

ANTUNES, Maria José Lobo. De “patêgos” e “saltins”: itinerância, fronteira e comunidade no circo. Antropologia Portuguesa, Departamento de Antropologia, Universidade de Coimbra, v. 18, p. 71-91, 2001.

 

Resumo: O que leva o circo a viajar? Mais do que apenas o resultado de um imperativo de sobrevivência ou um elemento performativo central, este artigo propõe que a itinerância das companhias constitui uma forma de vida que se transmite de pais para Filhos, num processo de reprodução que articula a organi- zação familiar, a condição profissional e a mobilidade espacial. Seguindo os vários momentos da viagem, procurar-se-á compreender de que forma a itinerância se inscreve nas vidas dos indivíduos, concedendo-lhes uma percepção singular de si mesmos e do mundo em que vivem. No meio circense, onde as fronteiras
administrativas são pouco mais do que abstrações sem grande importância, a itinerância constitui o elemento que permite a clara demarcação das fronteiras simbólicas da comunidade.

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