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“Água de lona” e “sangue de serragem” nos discursos de sujeitos circenses (pdf)

AGUIAR, Ana Rosa Camillo; CARIERI, Alexandre de Padua. “Água de lona” e “sangue de serragem” nos discursos de sujeitos circenses”. IN:  Salvador (BA): O&S –  Organizações & Sociedades: Salvador, v. 23, n. 77, p. 247-262, Abr./Jun. 2016. 

RESUMO: Este artigo tem como objetivo apresentar como são construídos os discursos sobre a identidade social de circenses e fazer uma reflexão sobre o que tais discursos buscam legitimar e produzir em termos de verdade para os atores sociais estudados. Tem como base uma pesquisa de campo com circenses entrevistados em 31 circos itinerantes, baseamo-nos em Woodward (2005), Silva (2005) para efetuar a análise da identidade como resultado, ato de criação linguística, produto cultural e social; em Foucault (1969, 1975, 1976, 1984a, 1984b, 2003, 2004, 2010) no entendimento das identidades como produtos das relações de poder. Adotamos a perspectiva da apreensão das identidades individuais e coletivas nas práticas discursivas, através da reconhecimento de padrões de práticas enunciativas comuns aos indivíduos, de Souza e Carrieri (2012). Metodologicamente trabalhamos com a ACD, Analise Crítica do Discurso (FAIRCLOUGH, 1992). Dois grandes percursos semânticos foram identificados: o da origem circense e da tradição, explicitando o desejo do circense de se diferenciar do outro através de elementos genealógicos, como “sangue de serragem” e, também, de modo de existência como em “água de lona”. Reconhecer o cotidiano dos circos e os enunciados discursivos que se ressignificam constantemente, permite apreender essas organizações que têm se reproduzido no tempo e espaço da contemporaneidade.

Palavras-chave: Identidade; Circo; cotidiano; discurso.

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